Uma criança de 45 dias morreu após ser atendida no Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC), em Camboriú, na quarta-feira (12). O bebê chegou à unidade com uma reação alérgica após ingerir fórmula e apresentava alterações clínicas importantes. Durante o atendimento, foi identificada uma divergência entre a quantidade de medicamentos prescrita pelo médico e a quantidade registrada como administrada.
O caso está sendo apurado pela Secretaria Municipal de Saúde. O Município ainda não afirma que a administração dos medicamentos tenha provocado ou contribuído para a morte da criança.
Segundo os registros do prontuário, o bebê chegou ao HCC com saturação de oxigênio de 78%. O médico responsável prescreveu medicamentos para tratar o quadro apresentado. Posteriormente, os registros do próprio hospital apontaram que uma quantidade superior à prescrita foi administrada.
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A intercorrência passou a ser investigada formalmente. A Secretaria de Saúde ressalta que ainda não existe uma conclusão técnica sobre as consequências da administração dos medicamentos ou sobre uma eventual relação com o óbito.
Criança foi transferida para Itajaí
Após o atendimento no HCC, foram adotadas medidas de suporte e monitoramento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou a transferência da criança para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí.
De acordo com os registros do Hospital Cirúrgico Camboriú, no momento da transferência, a criança estava hemodinamicamente estável.
Posteriormente, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu a confirmação oficial de que a criança havia morrido.
A pasta destaca que o bebê já apresentava alterações clínicas relevantes quando chegou ao HCC e que a investigação da causa do óbito precisa considerar toda a evolução do quadro, incluindo o atendimento realizado posteriormente em Itajaí.
Município cobra explicações do hospital
Assim que tomou conhecimento da ocorrência, por volta das 21h30, o secretário municipal de Saúde interino, dr. Henrique Manoel Alves, esteve no Hospital Cirúrgico Camboriú para buscar informações e acompanhar a situação junto à direção da unidade.
A Secretaria notificou a administração do HCC em caráter de urgência para que apresente esclarecimentos detalhados sobre o atendimento.
O hospital está atualmente sob gerenciamento e responsabilidade assistencial da Associação Hospitalar do Brasil (AHBR), responsável pela administração da unidade e pela gestão das equipes assistenciais.
Entre as informações solicitadas pelo Município estão a cronologia completa do atendimento, a identificação dos profissionais envolvidos, os procedimentos realizados, as providências adotadas e os protocolos de segurança utilizados.
A administração também deverá informar quais medidas foram tomadas depois da identificação da intercorrência e se foram adotados procedimentos para evitar situações semelhantes.
Prontuário e documentos serão preservados
A Secretaria Municipal de Saúde determinou a preservação integral do prontuário da criança e de todos os documentos, registros assistenciais e demais materiais relacionados ao atendimento.
A medida busca garantir que as informações necessárias estejam disponíveis para a análise técnica e para eventual apuração pelos órgãos competentes.
O Município informou que acompanhará diretamente o processo e que poderá adotar medidas administrativas, contratuais e assistenciais depois da análise dos documentos e das informações apresentadas pelo hospital.
Ainda não há conclusão sobre a causa da morte
Apesar do registro de que foi administrada uma quantidade de medicamentos superior à prescrita, a Secretaria afirma que não há, neste momento, conclusão técnica de que essa intercorrência tenha causado ou contribuído para o óbito.
A pasta também não pretende antecipar responsabilidades individuais antes da conclusão da apuração.
Em manifestação pública, a Secretaria de Saúde afirmou que acompanha o caso com “absoluta prioridade, responsabilidade e transparência” e manifestou solidariedade aos familiares da criança.
O Município informou que novas informações serão divulgadas conforme os elementos técnicos forem oficialmente confirmados, respeitando o sigilo das informações pessoais e de saúde da criança e de seus familiares.