PUBLICIDADE

Balneário Piçarras tem novo prefeito após prisão de Tiago Baltt em operação contra corrupção

Balneário Piçarras entrou em uma das maiores crises políticas recentes do Litoral Norte de Santa Catarina após a prisão preventiva do prefeito Tiago Baltt (MDB), alvo da Operação Regalo, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Gaeco e do Geac.

A investigação apura suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista.

De acordo com o MPSC, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos. As diligências ocorreram em cidades como Balneário Piçarras, Itajaí, Itapema, Porto Belo, Bombinhas, Timbó, Biguaçu, Tijucas, Indaial, São João Batista e também em Colíder, no Mato Grosso.

O caso ganhou ainda mais peso político porque, segundo a investigação, há indícios de atuação estruturada entre um núcleo empresarial e um núcleo político-administrativo. O Ministério Público aponta suspeita de pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados a Balneário Piçarras.

Ainda conforme o MPSC, somente em Balneário Piçarras as vantagens indevidas teriam alcançado aproximadamente R$ 485.912,08. A apuração mira, entre outros pontos, contratos relacionados a obras e urbanização da Orla Norte do município.

Com a prisão preventiva do prefeito, o vice-prefeito Fabiano José Alves assumiu o comando da prefeitura como prefeito em exercício. O termo publicado no Diário Oficial dos Municípios cita o afastamento temporário de Tiago Baltt por decisão judicial.

A Prefeitura de Balneário Piçarras informou que colabora com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação. A defesa de Tiago Baltt, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, afirmou que os fatos serão esclarecidos.

A operação ainda está em fase de investigação. Os materiais apreendidos serão analisados pelo Geac, com apoio do Gaeco, para aprofundar a apuração, identificar eventuais outros envolvidos e verificar a extensão do suposto esquema.

Enquanto isso, Balneário Piçarras passa a viver uma crise administrativa e política: o prefeito eleito está afastado por decisão judicial, o vice assumiu interinamente e contratos públicos da cidade estão sob suspeita de corrupção, propina e possível superfaturamento.

Compartilhe

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE