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Balneário Camboriú abre auditoria em 22 contratos firmados entre 2022 e 2024 e afasta servidora investigada

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Balneário Camboriú anunciou uma série de medidas após a deflagração da Operação Gaiola Digital, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na última quinta-feira (9).

Entre as ações adotadas está a abertura de uma auditoria em todos os contratos firmados pelo município com a empresa investigada. Segundo a administração municipal, atualmente existem 22 contratos ativos assinados entre os anos de 2022 e 2024, que passarão por análise da Controladoria-Geral do Município.

Além da auditoria, a Prefeitura informou que irá antecipar os processos licitatórios dos sistemas atualmente fornecidos pela empresa, com o objetivo de substituí-la.

Outra medida anunciada foi o afastamento preventivo de uma servidora efetiva que foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação. Conforme a administração municipal, ela ficará afastada das atividades relacionadas aos contratos investigados até que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades competentes.

A Prefeitura também informou que está encaminhando ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) toda a documentação relacionada aos contratos, incluindo processos de contratação, ordens de serviço e registros de fiscalização.

Em nota, o município destacou que vem reforçando os mecanismos de controle interno, com auditorias realizadas pela Controladoria-Geral, e afirmou que permanece à disposição da Polícia Civil, do Ministério Público e dos demais órgãos responsáveis para colaborar com as investigações da Operação Gaiola Digital.

Operação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) deflagrou, na quinta-feira (9), a Operação Gaiola Digital para investigar uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar licitações, praticar corrupção e lavagem de dinheiro em contratos de sistemas de gestão pública em Santa Catarina.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú, Canoinhas e Irani. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o grupo teria direcionado licitações por meio da influência na elaboração de editais e do pagamento de propinas a agentes públicos para garantir contratos. As investigações também apontam um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações financeiras milionárias entre 2022 e 2026. Nesta fase, as buscas visam recolher documentos e equipamentos que possam reforçar as provas da investigação.

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