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Tecnologia holandesa começa a ser testada em Itajaí para monitorar e reduzir poluição no ar

Foto: Eduardo Murara

Itajaí iniciou um projeto-piloto para testar uma tecnologia holandesa voltada ao monitoramento e à mitigação da qualidade do ar urbano. A iniciativa utiliza o sistema Pamares/StaticAir, apresentado pela XZTech Engenharia e Tecnologia, com foco na captura de partículas microscópicas de poluição presentes no ar, que impactam diretamente a qualidade do ar urbano.

A Manifestação de Interesse e Ciência Institucional para realização do piloto foi assinada em 13 de abril de 2026. Já em 20 de maio, dois equipamentos foram instalados no município para o início da operação e acompanhamento técnico.

Um dos equipamentos está instalado no bairro Cordeiros, na rua Reinaldo Schmithausen, próximo ao semáforo no cruzamento com a Rua Abílio Corrêa de Mello. A escolha do local levou em consideração o intenso fluxo de caminhões registrado na região, um dos fatores que contribuem para a emissão de partículas poluentes no ar.

Diferentemente de equipamentos convencionais, que apenas monitoram a qualidade do ar, a tecnologia utilizada no piloto também atua na captura dessas partículas. O sistema funciona por meio de ionização bipolar, emitindo cargas elétricas controladas que atraem as partículas em suspensão para uma placa coletora instalada no próprio equipamento, sem necessidade de filtros físicos.

Durante o período de operação, sensores farão o acompanhamento dos indicadores e os dados serão consolidados tecnicamente para avaliação dos resultados. A previsão é que o piloto tenha entre seis e sete semanas de monitoramento.
Ao final desse período, será elaborado um relatório técnico com análise dos dados coletados, indicadores, conclusões e recomendações sobre a efetividade da tecnologia em ambiente urbano real.

A iniciativa foi proposta pela XZTech Engenharia e Tecnologia, com tecnologia da empresa holandesa StaticAir. O projeto não gera custos para o município, por se tratar de uma iniciativa-piloto viabilizada institucionalmente, sem caracterizar contratação ou programa permanente. A Prefeitura acompanhará os resultados para avaliar, com base nos dados técnicos, eventual continuidade ou ampliação futura.

Segundo a diretora de Planejamento Urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Itajaí, Lidia Granemann Gemo, a proposta permite testar, em condições reais, uma solução voltada à qualidade do ar antes de qualquer decisão futura.

“Esse projeto permite que Itajaí teste, em ambiente urbano real, uma tecnologia voltada à qualidade do ar e gere dados técnicos que poderão embasar decisões futuras. Neste momento, tratamos a iniciativa como um piloto: os equipamentos já foram instalados, serão monitorados e os resultados passarão por avaliação técnica antes de qualquer definição sobre continuidade ou ampliação”, afirma.

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