O presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, Fernando Pegorini, submeteu ao plenário o Requerimento nº 8/2026, que solicita à Prefeitura Municipal e à empresa Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda esclarecimentos detalhados sobre a taxa de coleta de lixo para o exercício de 2026. O parlamentar questiona a falta de fundamentação técnica e econômica para a majoração dos valores, relatando a forte pressão que tem recebido de moradores, especialmente das regiões da Fazenda e Fazendinha.
Durante seu pronunciamento, Pegorini enfatizou que o documento retornou à pauta após um pedido de sobrestamento de 20 dias feito pela vice-liderança do governo, sem que as respostas fossem apresentadas. “O vice-líder do governo pediu sobrestamento para trazer as informações, elas não chegaram para mim, por isso o requerimento retorna ao plenário. Eu o mantive porque tenho recebido os reclames da comunidade itajaiense”.
O vereador demonstrou preocupação com a disparidade entre o serviço prestado e o valor cobrado em diferentes zonas do bairro. “Onde eu moro, há um excesso de prédios, mas em outras localidades não faz muito sentido esse aumento porque a gente não visualiza um aumento de número de casas”, pontuou, defendendo que a cobrança deve observar critérios de justiça fiscal e proporcionalidade.
A discussão em plenário ganhou novos contornos com a sugestão de outros parlamentares. Diante das críticas à prestação de serviço pela concessionária atual, levantou-se a possibilidade de incluir no requerimento um questionamento sobre a viabilidade de municipalizar o serviço de coleta, transferindo-o para a administração direta ou para a autarquia Semasa.
Pegorini destacou a importância do diálogo com as lideranças locais, citando a presença do Dr. Vilmar, presidente da associação de bairro. “Precisamos buscar mais informações para poder atuar e conversar com a empresa e com o próprio Executivo. A empresa Ambiental deve um pouco mais de esclarecimentos tanto para o Parlamento Municipal como para a comunidade”, finalizou. O requerimento agora busca não apenas justificar o aumento de 2026, mas também avaliar se houve incremento real na frequência da coleta e quais critérios operacionais ampararam tal decisão.


