Após dois dias de operações ininterruptas, foi encerrado nesta terça-feira (14) o II Simulado Integrado da Região Sul, treinamento que reuniu bombeiros militares de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para testar a resposta a um cenário de enchente severa no Vale do Itajaí. A ação ocorreu em Blumenau e Indaial e mobilizou 180 profissionais, marcando a primeira atuação conjunta das três corporações em território catarinense.
O exercício simulou uma situação de desastre de grande porte no Rio Itajaí-Açu, envolvendo resgates em correnteza, salvamentos em estruturas de pontes, operações aéreas, logística, comunicação e apoio humanitário. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da previsão de atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre, condição climática que historicamente aumenta o risco de enchentes na Região Sul.
As atividades começaram na segunda-feira (13), quando os Grupos de Resposta a Desastres (GRDs) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina foram colocados em prontidão. Seis equipes — de Lages, Itajaí, Rio do Sul, Florianópolis, São José e Tubarão — foram mobilizadas para Blumenau, enquanto os demais grupos realizaram treinamentos em suas próprias regiões para fortalecer a capacidade operacional da corporação.
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Na terça-feira, as operações ocorreram simultaneamente em dois pontos. Em Indaial, equipes catarinenses atuaram em um cenário de resgate de vítimas arrastadas pela correnteza. Já no Centro de Blumenau, bombeiros do Rio Grande do Sul realizaram salvamentos simulados em uma estrutura de ponte. Ao longo da manhã, novas equipes de Santa Catarina reforçaram as operações em Indaial, enquanto guarnições do Paraná passaram a atuar em Blumenau.
Durante a tarde, as equipes trocaram de cenário para que todos os participantes enfrentassem os dois tipos de ocorrência simulada. A estratégia permitiu ampliar a capacitação dos profissionais e avaliar a integração entre as corporações em diferentes situações de emergência.
Ao todo, o treinamento mobilizou 36 viaturas 4×4, 28 embarcações, duas motos aquáticas, um helicóptero e sete drones, além de 16 observadores responsáveis por acompanhar e avaliar a execução das atividades.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o simulado foi planejado para muito além de um exercício de rotina. A operação buscou testar, em condições próximas às de um desastre real, a capacidade de resposta integrada diante de eventos extremos, reforçando o protocolo conjunto entre os três estados do Sul. O modelo já havia sido colocado em prática no Rio Grande do Sul, em junho, e agora foi aperfeiçoado em Santa Catarina com cenários simultâneos e revezamento das equipes, ampliando a preparação para futuras ocorrências relacionadas às enchentes e enxurradas.