A Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí confirmou, por meio de exame laboratorial realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), um caso de hantavirose no município. O paciente era um homem de 28 anos, sem comorbidades, que morreu em decorrência da doença.
Após a confirmação, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) e a Gerência de Controle de Zoonoses iniciaram uma investigação epidemiológica e ambiental para identificar o possível local e a fonte de exposição ao vírus. As equipes também devem avaliar situações de risco e definir as medidas necessárias para prevenção e controle.
A hantavirose é uma doença viral aguda e grave transmitida principalmente por roedores silvestres. No Brasil, pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode evoluir rapidamente, especialmente nas primeiras 72 horas, provocando insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular.
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A principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva de roedores infectados, principalmente em ambientes fechados, pouco ventilados ou onde há presença desses animais. A exposição a locais contaminados é considerada uma das principais situações de risco.
Em Santa Catarina, a doença pode ocorrer durante todo o ano e é registrada com maior frequência em regiões como o Alto Uruguai Catarinense, Oeste, Meio-Oeste, Alto Vale e Médio Vale do Itajaí. Em Itajaí, o último caso registrado havia sido em 2007, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN Net).
Entre os principais sintomas estão febre, geralmente acima de 38°C, dor de cabeça, dores musculares, suor, calafrios, tontura, fraqueza, náuseas, vômitos, diarreia, tosse, dor no peito e dificuldade para respirar. A suspeita deve ser considerada especialmente quando esses sinais aparecem após contato com roedores, suas excretas ou ambientes de risco nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.
A hantavirose é de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à Vigilância Epidemiológica em até 24 horas, mesmo antes da confirmação laboratorial.
A orientação à população é evitar o contato direto com urina, fezes e saliva de roedores, manter alimentos protegidos, não acumular entulhos e materiais que possam servir de abrigo para esses animais e redobrar os cuidados ao limpar galpões, depósitos e outros locais fechados.
Quem apresentar febre ou sintomas respiratórios após uma possível exposição deve procurar atendimento médico e informar ao profissional de saúde sobre o contato com ambientes de risco. A Vigilância Epidemiológica de Itajaí também reforçou a atenção dos serviços de saúde para identificar e comunicar imediatamente possíveis novos casos.