ITAJAÍ – Um homem de 19 anos foi preso e dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar sob a acusação de maus-tratos a animais na Rua Theodoro Lino Regis, no bairro Cordeiros. A ocorrência foi registrada em um prédio abandonado após denúncias de populares que presenciaram a queda de um cão de médio porte do edifício.
De acordo com o relatório policial, a guarnição encontrou um cão sem raça definida, de cor preta, já sem vida na calçada. Uma veterinária da Guarda Municipal Ambiental realizou exame preliminar e constatou sangramento interno na boca e escoriações no queixo, indicando hemorragia interna como causa provisória da morte. O corpo do animal foi recolhido e encaminhado à Central de Plantão Policial.
Testemunhas relataram à polícia que, momentos antes, o grupo de quatro indivíduos estava na beira do Rio Itajaí-Açu praticando atos de violência contra dois cães, incluindo tentativas de afogamento e chutes. Em seguida, os suspeitos teriam se deslocado ao prédio abandonado com os animais. Moradores afirmaram ter ouvido o barulho da queda do cão e visto os quatro envolvidos saindo do local. Segundo os relatos colhidos pelos policiais, os suspeitos demonstraram descontração e fugiram quando informados de que a polícia seria acionada. No interior do imóvel, um segundo cão, de cor branca, foi encontrado amarrado.
Os envolvidos foram localizados em residências próximas. Em depoimento à Polícia Militar, eles negaram as agressões, mas confirmaram a presença no rio e no prédio, alegando que subiram no imóvel para tirar fotos. Diante dos relatos das testemunhas e da constatação dos fatos, os policiais apreenderam os celulares de um dos jovens e da mãe de outro para perícia de possíveis registros de imagem.
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Conforme informações da Polícia Civil, o adulto, natural de Rio Grande (RS), foi autuado em flagrante e encaminhado ao Presídio de Itajaí (Canhanduba) para audiência de custódia. Para os adolescentes, um natural de Itajaí (SC) e outro de Olinda (PE), identificado como proprietário do animal, foi lavrado auto de apreensão por ato infracional. O delegado representou pela internação dos menores em instituição socioeducativa, que aguardam o parecer da Promotoria da Infância e Juventude. Um quarto suspeito ainda não foi localizado.



